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Ponto-fraco de p53 permite novo combate ao c√Ęncer

Ponto-fraco de prote√≠na-chave do c√Ęncer pode levar a novas terapias
07/09/2016 - AsCom INBEB

Em artigo publicado hoje na revista Scientific Reports, do grupo Nature, pesquisadores do INBEB demostram os locais espec√≠ficos onde a prote√≠na p53 possui pontos-fracos. Eles s√£o facilmente atacados por outras prote√≠nas ou pela √°gua, induzindo que mudem sua forma original e se agreguem. Isso √© importante porque agora temos um alvo mais espec√≠fico contra os c√Ęnceres com os quais a prote√≠na est√° relacionada ‚Äď ou seja, praticamente a metade de todos os tumores.

A prote√≠na p53 √© fundamental para regular as c√©lulas. Quando sofre muta√ß√Ķes, adquire uma nova forma e perde sua funcionalidade, levando ao c√Ęncer. Mas, al√©m de descontrolar suas pr√≥prias c√©lulas, estas prote√≠nas mutantes ainda podem entrar em outras saud√°veis e se ligar √†s p53 normais, inativando-as tamb√©m. Essa ‚Äúdomin√Ęncia negativa‚ÄĚ agora pode ser explicada pela instabilidade natural da prote√≠na, que a torna suscept√≠vel √† deforma√ß√£o, mesmo em sua forma original.

A equipe, coordenada pelo pesquisador Jerson Lima da Silva, da UFRJ, p√īde identificar estas regi√Ķes fracas ao comparar a p53 com outras de sua fam√≠lia (p63 e p73), que s√£o mais est√°veis. Al√©m de estudos experimentais, eles usaram uma metodologia de simula√ß√£o computacional que avalia os movimentos precisos dos √°tomos com o tempo, fornecendo detalhes estruturais dif√≠ceis de obter com outros m√©todos tradicionais. Assim, conquistaram uma nova compreens√£o sore o funcionamento destas prote√≠nas.

A descoberta possibilita o desenvolvimento de novas subst√Ęncias capazes de aprimorar a estabilidade dessas regi√Ķes espec√≠ficas e impedir que as prote√≠nas p53 se deformem, apontando para novos alvos de terapia molecular do c√Ęncer. Nos pr√≥ximos passos da pesquisa, o grupo j√° come√ßou a testar pequenas mol√©culas que se ligam a estes pontos-fracos, a fim de observar se diminuem a agrega√ß√£o da prote√≠na em c√Ęnceres de mama, glioblastomas e outros tumores malignos.

Leia o artigo completo em:
http://www.nature.com/articles/srep32535

 
     
     
   
     
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