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Ação da vitamina D em células com alta glicose

Estudo mostra ação da vitamina D em células com alta concentração de glicose

Em artigo publicado em agosto deste ano, pesquisadores do Centro Nacional de Biologia Estrutural e Bioimagem (Cenabio) da UFRJ apresentam an√°lise metab√≥lica de c√©lulas quando tratadas com vitamina D em condi√ß√Ķes fisiol√≥gicas similares √†s da diabetes do tipo 2.

Com atua√ß√£o conhecida em uma s√©rie de processos fisiol√≥gicos ‚Äď como na regula√ß√£o da homeostase de c√°lcio e fosfato e na resposta imune ‚Äď, a vitamina D pode auxiliar tamb√©m na preserva√ß√£o de c√©lulas contra estresse oxidativo e na manuten√ß√£o do estado proliferativo de c√©lulas em situa√ß√£o de hiperglicemia, condi√ß√£o observada em indiv√≠duos com diabetes do tipo 2. A conclus√£o √© do estudo realizado por pesquisadores do Centro Nacional de Biologia Estrutural e Bioimagem (Cenabio) da UFRJ e publicado em agosto deste ano na revista Scientific Reports.

Os pesquisadores realizaram uma an√°lise metabol√īmica -- isto √©, identificaram e quantificaram o conjunto de metab√≥litos -- de c√©lulas conhecidas como HEK293T, uma linhagem de c√©lulas proliferativa n√£o cancerosa e adaptada para altas concentra√ß√Ķes de glicose. ‚ÄúFizemos um retrato metab√≥lico do efeito da vitamina D em c√©lulas com alta concentra√ß√£o de glicose‚ÄĚ, afirma o coordenador da pesquisa F√°bio Almeida, do Instituto de Bioqu√≠mica M√©dica da UFRJ. ‚ÄúA vitamina D reprograma o metabolismo dessas c√©lulas, protegendo de estresse oxidativo e permitindo manter um fen√≥tipo de alta prolifera√ß√£o‚ÄĚ.

Por meio da an√°lise por resson√Ęncia magn√©tica nuclear, os pesquisadores observaram uma diminui√ß√£o na quantidade de sorbitol. Quando presente em grande quantidade, o sorbitol deixa as c√©lulas mais suscet√≠veis ao estresse oxidativo, que √© um dos principais efeitos delet√©rios da diabetes. Um dos destaques do estudo foi o uso da t√©cnica de resson√Ęncia magn√©tica nuclear, al√©m das t√©cnicas tradicionalmente usadas para a medi√ß√£o de atividade de enzimas, para a obten√ß√£o do quadro geral da c√©lula, como destaca Almeida: ‚ÄúUm espectro de resson√Ęncia oferece um panorama global dos metab√≥litos celulares. Podemos visualizar at√© 200 metab√≥litos de uma s√≥ vez‚ÄĚ. A pesquisa identificou ainda que a vitamina D induziu mudan√ßas na atividade de enzimas glicol√≠ticas e que n√£o alterou a respira√ß√£o mitocondrial.

Figura: O esquema mostra efeitos complexos e variados da vitamina D em células hiperglicêmicas. A vitamina D promoveu uma diminuição na quantidade de sorbitol nas células, induziu mudanças na atividade de enzimas glicolíticas e não alterou a respiração mitocondrial.

Almeida ressalta que a principal contribuição do estudo está em entender a reprogramação metabólica da célula na presença de grande quantidade de vitamina D e que não se trata de um estudo clínico, ainda que os resultados possam ser potencialmente explorados para análises posteriores. A partir do panorama obtido para esta linhagem celular, os autores continuarão a usar este modelo para investigar a atividade da proteína inibidora da tiorredoxina (na sigla, Txnip), que, ao se ligar a transportadores de glicose, inibe sua entrada na célula e está relacionada à resistência insulínica.

A pesquisa teve dura√ß√£o de dois anos e √© fruto do trabalho de p√≥s-doutorado do pesquisador Gilson Santos, que hoje trabalha no Departamento de Qu√≠mica e Bioqu√≠mica da Ohio State University, orientado por uma das refer√™ncias na √°rea de an√°lise metabol√īmica, Rafael Br√ľschweiler.

Leia o artigo na íntegra.

Por Gabriela Reznik - ASCOM/INBEB - Publicado em 26/09/2017

 
     
     
   
     
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