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Café Científico promove encontro de pesquisadores

Convidados falaram da import√Ęncia do est√≠mulo √† ci√™ncia no pa√≠s

O Centro Nacional de Biologia Estrutural e Bioimagem (CENABIO) realizou nesta quarta, 21 de mar√ßo, seu primeiro Caf√© Cient√≠fico do ano, evento que periodicamente promove encontros entre pesquisadores e demais integrantes do centro. Nesta edi√ß√£o, foram convidados a falar os professores do Instituto de Bioqu√≠mica M√©dica Leopoldo de Meis (IBqM/UFRJ) Debora Foguel e Jerson Lima Silva, que receberam em fevereiro o Gregorio Weber Award for Excellence in Fluorescence Theory and Applications, dado pela Sociedade Americana de Biof√≠sica, e Fabio Almeida e Ana Paula Valente, que participaram da comemora√ß√£o dos 70 anos do professor Stanley Opella nos EUA. Tamb√©m participou do bate-papo a p√≥s-doutoranda Juliana Rizzo Balancin, para falar de sua experi√™ncia de estar na etapa final da primeira edi√ß√£o do Programa Schmidt Science Fellows. Em comum a todas as falas, destacou-se a import√Ęncia de se estimular a troca entre cientistas de diversos pa√≠ses como forma de promover a ci√™ncia no Brasil.

O evento teve in√≠cio com o professor Adalberto Ramon Vieyra (IBCCF/UFRJ), que desde 2013 dirige o Cenabio. Vieyra falou da import√Ęncia do Caf√© Cient√≠fico como forma de promover o compartilhamento de experi√™ncias entre os integrantes do centro de pesquisa e parabenizou os pesquisadores Debora Foguel, Jerson Lima da Silva e Juliana Rizzo Balancin por suas conquistas.

Primeira a se apresentar, Foguel destacou o significado do recebimento do pr√™mio diante das dificuldades pelas quais passa a ci√™ncia no Brasil, com a sucessiva redu√ß√£o de financiamento para pesquisa. ‚Äú√Č um est√≠mulo [receber o pr√™mio] por conta da situa√ß√£o em que se encontra a comunidade cient√≠fica no Brasil. Nesse momento, precisamos encontrar o que nos incentive a continuar nessa jornada‚ÄĚ, afirmou.

Na sequ√™ncia, Silva, que √© tamb√©m coordenador do Instituto Nacional de Ci√™ncia e Tecnologia de Biologia Estrutural e Bioimagem (INBEB), relembrou a trajet√≥ria do professor Gregorio Webber, que nasceu em Buenos Aires e foi para a Inglaterra no per√≠odo da II Guerra, e suas contribui√ß√Ķes no campo da fluoresc√™ncia, especialmente para a biologia e a qu√≠mica. ‚ÄúEle sempre esteve √† frente do seu tempo‚ÄĚ, disse. Lembrou ainda dos per√≠odos em que teve a oportunidade de trabalhar com o cientista argentino e do apoio que recebeu dele quando, ap√≥s Silva ter sido convidado a assumir um cargo importante em centro de pesquisa americano, Webber o incentivou a voltar ao Brasil e assumir o departamento de bioqu√≠mica da UFRJ, que passava por reestrutura√ß√£o. ‚Äú√Č um pr√™mio que nos enriquece, tem um valor especial. Espero que a gente esteja honrando seu nome, tanto na ci√™ncia como no compromisso que assumimos de voltar pro Brasil e fazer algo pela ci√™ncia do nosso pa√≠s‚ÄĚ, confessou.

Outro pesquisador lembrado por sua import√Ęncia para a ci√™ncia brasileira foi o americano Stanley Opella. Nome importante para o desenvolvimento da resson√Ęncia magn√©tica nuclear, Opella contribuiu de forma significativa para a funda√ß√£o do Centro Nacional de Resson√Ęncia Magn√©tica Nuclear Jiri Jonas (CNRMN), segundou contou o professor Fabio Almeida. Ele e a professora Ana Paula Valente estiveram presentes em um simp√≥sio realizado no EUA em homenagem a Opella. Para o brasileiro, o cientista americano pode ser considerado a gera√ß√£o zero da resson√Ęncia nuclear no Brasil. ‚ÄúEle nos recebeu quando soube que quer√≠amos come√ßar uma √°rea nova no pa√≠s, e nos aceitou sabendo que n√£o t√≠nhamos experi√™ncia pr√©via, mas porque entendia que teria impacto no Brasil‚ÄĚ, contou. ‚ÄúHoje temos 64 pesquisadores doutores que passaram pelo nosso laborat√≥rio e hoje est√£o espalhados pelo Brasil‚ÄĚ, celebrou Almeida. Ana Paula Valente, que tamb√©m trabalhou com Opella, ressaltou que o americano ficou impressionado ao saber de sua relev√Ęncia para nosso pa√≠s. ‚ÄúUma vez ele disse que, quando queremos crescer, temos que sair da zona de conforto e encarar os desafios. √Č nisso que eu acredito, a gente tem que ir atr√°s do que acredita e do desconhecido‚ÄĚ, defendeu.

No encerramento, a p√≥s-doutoranda j√ļnior Juliana Rizzo Balancin falou sobre o processo de sele√ß√£o para a primeira edi√ß√£o do Programa Schmidt Science Fellows, que dar√° bolsas de p√≥s doc no valor de U$ 100 mil d√≥lares a rec√©m doutores que queiram desenvolver projetos de estudo fora de suas √°reas de forma√ß√£o. O programa convidou algumas poucas universidades brasileiras, entre as quais a UFRJ, a nomear cientistas para concorrem ao financiamento. Balancin foi a indicada pela UFRJ e hoje representa o Brasil entre dezenas de pesquisadores do mundo todo aprovados para a etapa final, que acontece em abril em Nova York. ‚ÄúO que me chamou aten√ß√£o no programa foi [o foco em] a interdisciplinaridade, [a possibilidade de] estar em contato com pessoas de dentro e fora do Brasil e aprimorar meus conhecimentos [de forma] que permita ampliar minha vis√£o do que √© ci√™ncia. Sendo selecionada, espero poder contribuir pro desenvolvimento da ci√™ncia no meu pr√≥prio pa√≠s‚ÄĚ, explicou a jovem cientista.

Também estiveram presentes ao evento Luiz Eurico Nasciutti, vice-decano do CCS/UFRJ, Anaize Borges Henriques, superintendente do CCS/UFRJ, Russolina Zingali, diretora do IbqM/UFRJ, Robson Queiroz Monteiro, professor do IbqM/UFRJ, e Kildare Rocha da Miranda, professor do IBCCF/UFRJ.

Café científico

O Caf√© Cientifico √© um evento do corpo social do CENABIO realizado a cada 2 meses. Foi criado para ser um momento de integra√ß√£o entre professores, pesquisadores, funcion√°rios e alunos, trazendo informa√ß√Ķes relevantes sobre pesquisas, colabora√ß√Ķes e manuten√ß√£o de equipamentos DO centro de pesquisa. Cada convidado tem o desafio de apresentar a sua proposta num tempo entre 10 e 15 minutos. Em seguida, acontece sempre um bate-papo entre os convidados e os demais presentes, no estilo "pot luck". Os convidados s√£o em geral professores, pesquisadores, especialistas ou alunos do CENABIO ou que usam as t√©cnicas e equipamentos dispon√≠veis em nosso centro na realiza√ß√£o de seus projetos.

Por Luana Rocha (AsCom INBEB)
Publicado em 21/03/2018

 
     
     
   
     
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