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Estudos caracterizam diferentes chaperonas

Hsps humanas e vegetais foram caracterizadas por pesquisadores da Unicamp
 
Dois estudos publicados recentemente pelo grupo liderado pelo pesquisador e professor da Unicamp Carlos Ramos trazem contribui√ß√Ķes para a caracteriza√ß√£o da estrutura e fun√ß√£o de chaperonas humanas e vegetais, tamb√©m conhecidas como prote√≠nas de choque t√©rmico ou Hsp (do ingl√™s heat shock proteins). No primeiro estudo, ainda em preprint, o grupo prop√Ķe o desenvolvimento de uma quimera com partes da Hsp70 e da Hsp40 como estrat√©gia para se estudar a intera√ß√£o entre as duas mol√©culas. O outro trabalho, publicado no Journal of Proteomics, corresponde √† caracteriza√ß√£o biof√≠sica e estrutural da co-chaperona de sorgo HOP (Sorghum bicolor Hsp70/Hsp90 organizing protein).
 
Chaperonas
As chaperonas s√£o mol√©culas importantes na prote√ß√£o contra o enovelamento incorreto das prote√≠nas. O enovelamento √© a obten√ß√£o da conforma√ß√£o espacial espec√≠fica de uma prote√≠na e interfere na maneira como a mesma atua no corpo e se associa a outras prote√≠nas. Se esse processo acontece de forma errada, as consequ√™ncias podem ser o surgimento de agregados, os quais est√£o associados a diversas doen√ßas, como Parkinson e mesmo c√Ęncer, no caso dos humanos. A fun√ß√£o das chaperonas √© justamente auxiliar as prote√≠nas no processo de enovelamento, garantindo que elas alcancem a estrutura espacial correta. Por consequ√™ncia, essas guardi√£s das prote√≠nas, como tamb√©m s√£o conhecidas, cumprem um papel fundamental contra o surgimento de doen√ßas.
 
Compreender como essas mol√©culas funcionam pode trazer solu√ß√Ķes para preven√ß√£o e tratamento de doen√ßas ou melhorar a resist√™ncia de plantas. ‚ÄúSe entendermos como elas funcionam, podemos desenvolver mecanismos que possam intervir na atua√ß√£o dessas chaperonas na c√©lula, por exemplo, melhorar a fun√ß√£o delas em situa√ß√Ķes de estresse‚ÄĚ, afirma Ramos, coordenador dos estudos. O pesquisador, que √© associado ao Instituto Nacional de Ci√™ncia e Tecnologia de Biologia Estrutural e Bioimagem (INBEB), explica que o estresse, como ambientes de alta temperatura, s√£o uma das causas do enovelamento incorreto.
 
Os estudos
Cada um dos estudos traz contribui√ß√Ķes distintas. As chaperonas humanas s√£o bastante estudadas, mas a intera√ß√£o entre algumas delas √© de dif√≠cil caracteriza√ß√£o. No estudo publicado em preprint, o objetivo era possibilitar a investiga√ß√£o da intera√ß√£o entre duas chaperonas humanas, Hsp40 e Hsp70. ‚ÄúS√£o duas prote√≠nas que funcionam juntas. A intera√ß√£o delas √© o que a gente chama de transiente, existe em fra√ß√£o muito curta de tempo. √Č muito dif√≠cil de estudar isso‚ÄĚ, explica Ramos. Como estrat√©gia para a compreens√£o dessa intera√ß√£o, o grupo coordenado pelo pesquisador da Unicamp prop√Ķe a utiliza√ß√£o de uma quimera, ou seja, a fus√£o de partes das duas chaperonas ‚Äď no caso, o dom√≠nio J com a Hsp70. ‚ÄúAssim garantimos que elas est√£o pr√≥ximas. O que sugerimos √© que conseguimos mimetizar o modo de intera√ß√£o. Com isso, queremos estudar como essa prote√≠na consegue interagir com as prote√≠nas alvo, que est√£o enoveladas incorretamente‚ÄĚ, afirma.
 
Representação da quimera
 
J√° no trabalho relativo √† Hsp de sorgo, foi realizada uma caracteriza√ß√£o completa da co-chaperona HOP. ‚ÄúSorgo √© uma gram√≠nea, semelhante √† cana, utilizada em bioenergia e alimenta√ß√£o. O interesse nesse caso √© biotecnol√≥gico, para fazer melhoramento de plantas, [auxiliando] que possam suportar outros tipos de meio ambiente‚ÄĚ, explica Ramos. Segundo o pesquisador, as chaperonas de plantas ainda s√£o muito pouco estudadas, da√≠ a import√Ęncia da pesquisa conduzida pelo seu grupo.
 
Resumo gr√°fico da caracteriza√ß√£o da co-chaperona de sorgo HOP
 
Em ambos os casos, trata-se de caracteriza√ß√£o das chaperonas, ou seja, etapa inicial de compreens√£o de suas forma e atua√ß√£o. ‚ÄúEstamos na fase de entender a rela√ß√£o da estrutura da prote√≠na [chaperonas s√£o prote√≠nas] com a fun√ß√£o dela. Nas etapas posteriores, se conseguirmos entender como elas funcionam, podemos come√ßar a desenvolver estrat√©gias para intervir no funcionamento. Mas ainda n√£o conseguimos chegar nessa etapa‚ÄĚ, conclui Ramos.
 
Links para os artigos (em inglês):
 
Por Luana Rocha (AsCom INBEB)
Publicado em 12/04/2018

 
     
     
   
     
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